Minhas Histórias

V&A Museum: 500 anos de joalheria

Victoria & Albert, um de meus museus preferidos, fica em Londres e reúne um dos maiores e mais importantes acervos de joias, cobrindo séculos dessa arte através de 4 mil peças.

Criado em 1840 com propósito de conservar e expor coleções importantes de artes decorativas e design, o museu dispõe – além das joias – de 2.3 milhões de objetos entre mobiliário, moda, têxteis, escultura, pintura, fotografia, prata, vidros, cerâmica, livros e artes orientais. São 5 mil anos da criatividade humana à nossa disposição!

Mas vamos nos deter, por enquanto, no departamento das joias e suas preciosidades desde o período medieval, com destaque para itens ocidentais dos séculos XVIII e XIX.  Importantes peças orientais, principalmente da China e India também podem ser apreciadas, assim como algumas joias da idade do bronze e do período Bizantino.

Uma viagem a essa ala do V&A nos leva a conhecer os mais variados materiais, metais, pedras e técnicas utilizadas na ourivesaria. Tudo isso fartamente ilustrado por joias impressionantes -muitas delas usadas por nomes como Rainha Victoria  e Catherine a Grande – e assinadas por artistas e casas joalherias que dominaram o setor ao longo de séculos.

Além das joias renascentistas, me encantam as peças do período vitoriano, especificamente os camafeus e as joias feitas com turquesa no estilo naturalista.

Um dos pontos altos, em minha opinião, são os 145 anéis de diferentes épocas e estilos, montados com gemas variadas, da Coleção Townshend. Este acervo representa a grande maioria das pedras disponiveis na natureza e usadas na joalheria: esmeraldas colombianas, rubis da Birmania,  Safiras do Sri Lanka, águas marinhas e crisoberilos do Brasil, e por ai vai.

Em minha última visita ao V&A, ano passado, conheci o famoso Pappilon Ring, um anel doado pela popstar Beyonce, no formato de borboleta 3D. Um colosso cravejado de tasvoritas e asas de titanium,  assinado pelo designer londrino Glenn Spiro. Uma joia contemporânea ao lado de tesouros que pertenceram à Elizabeth I e à imperatriz Josephine.