Turquesa: da antiguidade à joalheria contemporânea

O nome desta bela gema azul vem do francês: “pierre turquoise”, ou pedra turca. Na verdade, a turquesa recebeu este batismo por que as rotas de comércio que vinham da Ásia Central, em direção à Europa, passavam pela Turquia e os mercadores venezianos compravam suas pedras em bazares turcos.

 

 

Talvez seja a gema mais antiga usada na joalheria, já que contas datando de 5.000  AC foram encontradas em escavações onde hoje é o Iraque. E, durante toda a antiguidade, serviu como talismãs e objetos de decoração.

 

 

Os índios Navajos usavam a turquesa como amuleto de proteção e para atrair chuva: jogavam as pedras no rio enquanto rezavam para os deuses das águas. Por isso a abundância desta gema no artesanato e na joalheria indígena norte-americana.

Nos dias de hoje, as de melhor qualidade vêm  do Irã, Afeganistão, Austrália, Tibete e do  sudoeste dos Estados Unidos.

 

 

Tive oportunidade de conhecer uma das maiores feiras de minerais em Tucson, no Arizona, onde turquesas jogam búzios, literalmente: de todas as qualidades e cores – do azul mais intenso ao verde – da mais pura como a “Sleeping Beauty” às chamadas Spider Web, com inclusões que parecem teias de aranha.

 

 

Aliás, o evento de Tucson, que acontece anualmente entre Janeiro e  Fevereiro, é um dos maiores fornecedores de turquesas do mundo.

 

 

Pedra de beleza rara, sempre esteve presente em minhas criações como, por exemplo, no colar que traz um mandarim esculpido e montado em ouro, diamantes e pérolas gold.

 

 

Outra joia de destaque é o colar de ouro branco, diamantes e uma grande placa de turquesa emoldurada por um orobouros (figura mitológica da serpente que se alimenta da própria cauda, simbolizando o ciclo eterno da vida).

 

Turquesas também aparecem em brincos da coleção Organic: montados em ouro amarelo, acompanham botões antigos de esmalte ou flores de pasta de vidro anos 1940.

 

Na prata, vale pontuar o colar que apresenta como peça central um antigo broche de filigrana de prata que garimpei num antiquário em Tucson; assim como o  bracelete geométrico com folha de prata e “nugget” de turquesa.

 

 

 

 

 

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