Tartarugas: rara matéria prima em joias com história

Muito usada na antiguidade e na joalheria do período vitoriano (entre 1837 e 1901), o casco da tartaruga é uma resina orgânica conhecida como tortoise shell ou carey.

Sempre fui apaixonada por esse material, principalmente pelo padrão elegante formado pelas machas mais escuras e mais claras, que provoca um efeito translúcido muito interessante.

Em meus garimpos, sempre procuro peças antigas, anteriores a 1970, quando a extração foi proibida por conta da preocupação pela preservação da espécie. Dou preferência a itens do século XIX, que encontro em antiquários da Inglaterra, Espanha, França e Itália.

São braceletes vitorianos aos quais agrego broches antigos; rosários e placas dos anos 1920 a 1940; e fragmentos do material que transformo em pingentes, colares e anéis. Montados em ouro branco ou amarelo 18k, as joias levam diamantes, marfim, esmeraldas, rubilitas e pérolas, entre outras gemas.

O que me atrai, também, é que trata-se de um material sensível ao calor, podendo ser moldado e receber incrustações em ouro e prata, como as peças trabalhadas na técnica Piqué. Destaque para o bracelete com morganitas e o crucifixo com pérolas – ambos vitorianos, do século final do XIX, peças com muita historia para contar.

 

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