Olho de tigre: pedra iluminada

O que mais me encanta no olho de tigre são seus reflexos. Experimente girar a pedra sob uma luz qualquer, seja solar, seja artificial, e as listras douradas parecem saltar em efeitos tridimencionais. Utilizada na joalheria há mais de 3 mil anos, o olho de tigre atrai por este efeito óptico denominado “acatassolamento”, que faz com que as faixas douradas presentes na gema brilhem conforme a posição da luz sobre ela.  

Encontrada nos tons de amarelo, ocre, marrom e  vermelho escuro, o olho de tigre possui lustre sedoso e costuma ser lapidado em formato cabochon, para melhor exibir suas listras.

Presente em várias localidades do globo, é explorada principalmente na Tailandia, China, Namíbia, América do Sul e Austrália.

Na história, há registro do uso do olho de tigre há 3 mil anos no Egito

para confecção de adornos, estatuetas, joias, itens mortuários e talismãs. Soldados romanos, por exemplo,  gravavam símbolos em seus  amuletos de olho de tigre para proteção nas batalhas. Talvez venha daí a crença desta pedra como gema de proteção, coragem e cura.

Na joalheria moderna, surgiu com mais força no final do século XIX. Em minhas criações prefiro utilizar o ouro amarelo para montagem das joias com do olho de tigre marrom. Diamante e pedras azuis como apatitas e turquesas se harmonizam perfeitamente, assim como as gemas verdes como esmeraldas e turmalinas.

Já para as avermelhadas, uso além do ouro amarelo, o ouro rosa. Com o olho de tigre vermelho, agrego granadas e diamantes brancos e negros. O resultado são joias exóticas, com personalidade e brilho próprio.

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