Netsukê: da indumentária para a joalheria

Inventados no Japão do século XVII, os netsukês são pequenas esculturas com a função de botões, muito apreciados por colecionadores de arte oriental e utilizadas em minhas joias com frequência.
 
Decorativos e funcionais ao mesmo tempo, são esculpidos em madeira, marfim, jade, osso, madrepérola ou tagua nut, uma espécie de castanha também conhecida como marfim vegetal.
 
Enquanto as mulheres guardavam seus pertences nas mangas dos quimonos, os homens suspendiam pequenas bolsas (sagemono) com tabaco, chás, selos, dinheiros e instrumentos para escrita, por uma corda atrelada aos cintos (OBI) e amarrada pelo netsukê. Depois que o Japão se abriu para o ocidente, estes botões cairam em desuso mas a arte foi preservada para agradar aos turistas.
 
Hoje, é comum encontrar esses diminutos objetos pelos antiquários e feiras de antiguidade. Em meus garimpos, sempre procuro netsukês em forma de animais como serpentes, lebres e dragões, além de deuses orientais, budas e gueixas. A partir desses itens, desenho braceletes, colares e pingentes, como uma caveira de macaco de marfim, circa 1930, montada em ouro e adornada com diamantes, rubis, esmeraldas e duas turmalinas rosadas no lugar dos olhos.
 
Outro bom exemplo é um bracelete de ouro amarelo, encimado com netsukê de marfim antigo, esculpido com figura de dragão; assim como uma sautoir de cornalinas, ambar, diamantes e duas figuras orientais de madeira. Um vistoso colar de ágatas amarelas e negras, diamantes negros e um buda sorridente de marfim policromado da década de 1940 também merece destaque em nosso acervo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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