Joias de museu

Espaços museológicos sempre foram fontes de inspiração e pesquisa para estilistas e criadores, designers e artistas de um modo geral.

 

Para quem tem interesses específicos, o Museu Thyssen, em Madrid, oferece um  programa de visitas temáticas em seu acervo permanente, contemplando temas como Moda, Joias, Vinhos, Literatura, entre outros.

 

 

Em minha recente estada na capital espanhola, fiz o roteiro das Joias, onde descobri desde superstições sobre as pedras na Idade Média até códigos de indumentária do Renascimento, quando a ourivesaria ocupou um lugar de destaque no desenvolvimento das sociedades.

 

Nesta época, atribuíam propriedades mágicas e medicinais às gemas e minerais. Além disso, as joias faziam alusão a condição social  e identificava grupos religiosos, militares e  familiares. E, logicamente, para os retratos que comissionavam, reis e nobres usavam suas melhores joias e roupas, eternos símbolos de poder.

 

 

Um apaixonado pela joalheria, Henrique VIII posou para Hans Holbein (1537) com um conjunto de botões de rubis e ouro maciço que fechavam não apenas as mangas como a parte frontal de seu traje. No período medieval o rubi era uma das pedras mais apreciadas pois acreditavam afastar influências malignas.  

  

Não bastasse essa profusão de rubis, o chapéu do monarca inglês aparece decorado com correntes de ouro e safiras, uma gema que só poderia ser usada pelos reis e pela mais alta hierarquia religiosa: protegia contra feridas, combatia a inveja e quem a usava era “amado por Deus”.

 

As joias faziam parte integrantes das roupas pois eram costuradas e bordadas nos tecidos. E, para cada ocasião, uma roupa com pedras preciosas era encomendada.

 

 

 

 

No Retrato de Giovanna , de Ghirlandaio (1488), a jovem nobre ostenta um pingente de ouro, rubis e pérolas avantajadas, acusando sua importância na sociedade florentina. Acima, à direita, um rosário de coral pende graciosamente; enquanto outra peça – o que parece ser um broche - repousa no canto à esquerda.

 

 

Já no Retrato de Úrsula Rudolph, de Barhel Behan (1528), o uso das joias é mais explícito: a personagem surge com o colo coberto de grossas correntes de ouro, pingentes renascentistas e anéis em vários dedos das mãos, numa forma de reiterar seu status social.

 

 

Para quem curte esse tipo de passeio, o museu fornece uma apostila e um áudio-guia e você faz a visita de forma independente e no tempo que desejar, ao preço do ingresso normal. Não é preciso reservar horário.

 

www.museothyssen.org

 

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