Caveiras: na moda desde o Renascimento

Você sabe de onde Alexander McQueen, o designer britânico falecido em 2010, tirou a inspiração para usar caveiras em suas coleções de bijoux e acessórios? Provavelmente do período do Renascimento (século XV), quando estes símbolos eram cultuados por representar a ambivalência entre a vida e a morte.

No século XVII, as pragas e guerras europeias acabaram por popularizar a figura de caveira, comercializadas na forma de anéis e pingentes. Eu mesma criei varias peças usando caveiras em pedras como turquesa, ágata, ônix e marfim antigo.

 

Na época vitoriana (1837 a 1901), joias de “Memento Mori” - as chamadas joias de luto, que homenageavam entes queridos – ganharam força a partir da viuvez da Rainha Vitória, em 1861. Registros indicam que a monarca permaneceu de luto até sua morte, em 1901. Portanto, durante 40 anos, a Europa e os Estados Unidos aderiram às caveiras, aos lockets e aos crucifixos de jet, ônix, vulcanite entre outros matérias negros.

Caveiras já simbolizaram pirataria, sabedoria e rebeldia, principalmente nos anos 1960, no cicuito roqueiro e underground.

Em 2008, McQueen lançou lenços estampados e clutches com fecho de caveiras, detonando uma febre entre outros designers de joia e estilistas, como o brasileiro Alexandre Herchcovitch, um eterno apaixonado pelo tema que acabou se transformando num clássico da moda.

Curiosidade: em 2007, o controverso artista plástico inglês Damien Hirst vendeu um crânio de platina em tamanho natural  - cravejado com 8.601 diamantes - a um grupo de investidores, pela bagatela de 100 milhões de dólares, a maior cifra paga por uma obra de arte de sua autoria.

Conheça as joias Isabella Blanco inspiradas nas caveiras:

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