Bakelite: fantastic plastic

Utilizar material inesperado em minhas joias é um dos diferenciais de meu trabalho. O bakelite é um exemplo. Descoberto em 1909 pelo químico americano Leo Baekleand, o bakelite foi um material muito usado no começo do século XX para produção de diversas objetos: de tampas vidros para perfume a telefones; de brinquedos a joias.

Foi o primeiro produto plástico resistente ao calor e, no entre guerras, surgiu como uma opção `as pedras utilizadas na confecção de joias e costume jewelry,  não apenas pelo custo mais baixo, como também pela versatilidade: a resina podia ser esculpida artisticamente, além de permitir tingimento em mais de 200 cores.

Atualmente, pulseiras, broches e colares dos anos 1920 a 1940 são altamente colecionáveis, chegando a valer de 2 a 3 mil dólares em leilões internacionais. E são esses itens que costumo garimpar para minhas joias com historia.

Estados Unidos, Alemanha e França são ótimos destinos para quem busca itens de bakelite como fivelas de cinto, botões, “dressclips”, broches, fechso e alças de bolsa, pingentes, camafeus, pulseiras e fragmentos diversos.

Em Berlin, por exemplo, encontrei um par de fivelas de bakelite “butterscotch” (caramelo), que transformei em pingente agregando diamantes e rubis. O broche oriental de bakelite “cramberry” - no formato de dragão -, foi garimpado em Nova York e montado como colar em ouro amarelo com diamantes, safiras cor de rosa e rubis. E a fivela de cinto negra, no formato de orobouros (animal mitológico que simboliza o ciclo eterno da vida), adquiri numa feira de antiguidades em Paris, assim como um perfil africano imitando tartaruga, que transformei em pulseira para a coleção Africa.

Em meu acervo de itens a serem produzidos guardo uma série de peças de bakelite escolhidos a dedo, segundo critérios de qualidade artística e raridade. Um pequeno tesouro que venho colecionando há mais de 20 anos e que em breve será transformado em mais joias com historia.

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