Âmbar: milhões de anos de história

Imagine criar uma joia a partir de uma resina de árvore fossilizada, produzida há milhões de anos? Apesar de não ser um mineral, o âmbar é considerado gema e tem sido usado para joalheria e em objetos artísticos desde a civilização Egípcia, há mais de 5 mil anos.

Sabe-se que árvores como os pinheiros, principalmente os de regiões banhadas pelo mar Báltico, produziram essa resina em abundância, se transformando na principal fonte do âmbar.

Os vikings usaram a resina na idade média, por isso a Escandinavia também é grande fornecedora do material até hoje. No Renascimento, acreditavam que o âmbar afastava infecções em crianças: era um presente usual nos batizados.

Posteriormente, no período vitoriano, foi muito popular na confecção de colares, broches, brincos, camafeus, rosários etc. Na esfera mística, surgia na luta contra o mal, daí sua presença em talismãs, terços e incensos, para espantar os espíritos negativos.

Material levíssimo, o âmbar aparece em várias nuances de cores; do mais claro bege até o marrom escuro, quase vinho, passando pelo laranja, talvez a tonalidade mais comum. Por sua maleabilidade, pode ser esculpido em forma de camafeus, máscaras, budas, animais, flores, contas de formatos geométrico ou arredondado, as possibilidades são infinitas.

Sou encantada com os desenhos, bolhas e inclusões que sem formam internamente, sem contar aqueles âmbares que apresentam insetos, fragmentos de folhas entre outras substâncias que ficaram eternizadas na gema.

A exemplo de outros materiais exóticos, o âmbar está muito presente em meu trabalho, através dos itens antigos que garimpo. O ouro amarelo é o metal que mais valoriza o âmbar clássico, ao lado da prata. Diamantes e citrinos dão mais vigor às joias com âmbar alaranjado, assim como os rubis e as granadas fazem com as peças de âmbar vinho. Vejam algumas de minhas criações com essa gema orgânica.

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